Organização pretende tornar o festival anual
Festival Internacional de Jazz promove intercâmbio cultural
O crítico de Jazz Jerónimo Belo disse sexta-feira, em Luanda, que a criação de um espírito de unidade entre povos e culturas diferentes de países da África Austral é um dos principais propósitos da realização do1º Festival Internacional de Jazz de Luanda.
Gegé Belo realçou, na abertura do encontro sobre a realização do “Luanda Internacional Jazz Festival”, que o Jazz vai ajudar na aproximação entre os músicos e apreciadores do estilo de diferentes nacionalidades, hábitos e culturas, de maneira a trocarem experiências.
Aquele membro da organização do festival referiu que o “Jazz é uma música gerada por escravos africanos e os angolanos sofrem muito com a violência sobre o melhor potencial humano”. O crítico disse que a realização do festival surge também para fortificar o passado e a história dos africanos, particularmente de Angola.
A organização garantiu a presença, no evento, de artistas angolanos, moçambicanos, sul-africanos e americanos de qualidade.
Apesar de adiantar os nomes dos artistas convidados, Jerónimo Belo disse que já está confirmada a presença de Afrikanita, um dos nomes mais destacados a nível nacional na promoção do Jazz. Também assegurou a participação de duas bandas tradicionais e outros músicos da nossa praça.
Organização do festival quer espectáculo anual
Adriano Cristóvão, vice-presidente da “Ritek”, empresa que promove o festival, afirmou que é pretensão da organização transformar o evento num projecto anual. Para ele, o I Festival Internacional de Jazz de Luanda, que se realiza nos dias 31 de Julho e 1 de Agosto, deve ser antecedido de acções educativas e troca de experiências entre músicos angolanos e estrangeiros, no período de 25 a 30 de Julho.
Adriano Cristóvão disse que os espectáculos reúnem uma vasta gama de géneros de Jazz.
Os shows vão ser realizados em três palcos diferentes, nos dois dias. Além das exibições dos artistas, haverá uma componente educativa que vai permitir a promoção do Jazz, através de seminários.
Quanto ao local da realização do evento, o responsável avançou que ainda está em negociação, mas “queremos realiza-lo no Centro de Convenções de Talatona, por ser o palco ideal para albergar um show de tal magnitude”.
O vice-presidente da empresa organizadora do evento, Adriano Cristóvão assegurou que, para garantir a qualidade do festival, a sua empresa associou-se À “ESP África”, empresa sul-africana experiente em produção, preparação e logística de actividades do género, e realizadora do quarto maior festival do mundo, o “Cape Town Jad International Jazz Festival”.
“Reunimo-nos há bem pouco tempo com dois colegas estrangeiros, um logístico e outro especialista em festivais, e acertamos alguns detalhes”, disse, acrescentando que outra intenção da organização do festival é a promoção e divulgação do jazz em Angola.
Fonte: Jornal de Angola (Roque Silva), 2009.05.10
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